sexta-feira, 19 de maio de 2017

Jonas Madureira - Atos 29 "fazemos o bem ao próximo por que cremos em Cristo"

Baseado em Atos 2.44 e 45.

Em primeiro lugar avivamento é trazer vida novamente, isso implica na necessidade da vida é da morte, não há avivamento sem morte. Algo criado para viver pode receber avivamento. Não há avivamento para uma pedra. No histórico de uma pedra nunca houve vida, uma folha seca tem um histórico de vida.

A natureza do histórico nos mostra que avivamento é pra quem teve vida, não se pode perder o que nunca teve. Avivamento é coisa de crente. Não há avivamento entre aqueles que não podem clamar por avivamento. Avivamento é para Igreja.

Igreja cheia não é sinônimo de vida e avivamento, pode haver um numeroso exército de ossos secos, mortos. É a incapacidade de reagir diante do Evangelho. 

A folha não fica seca instantaneamente, leva tempo, a folha que se desconecta da árvore ainda fica verde, ainda resta o engano que só se desfará com o tempo. A igreja pode parecer viva, já estando morta.

Só uma coisa mata a igreja: a idolatria. Quando o homem não entende o fundamento da sua comunhão com Deus. A vida não depende de como o homem se relaciona com Deus, mas como Deus quer que o homem se relacione com Ele. É o critério de Deus que nos mantém em comunhão com Ele.

A generosidade que reflete a natureza de Deus. Se relaciona com o avivamento quando avaliada sob a ótica de Deus. Que só pode ser compreendida no fato de Deus ser Trino. Na trindade não há a principal causa da idolatria, o amor próprio, todos se doam em mesma medida, sem o objetivo de beneficiar-se pessoalmente.

Generosidade é doar em favor do outro. Aquele que doa no padrão da trindade tem o prazer em doar, ainda que haja traição ou ingratidão. O movimento que parte da trindade não tem retenção. 

O medo de morrer impede a doação, porém todos os dias precisamos morrer para dar lugar ao transbordar da renovação.

Se não buscarmos na natureza de Deus o norte de nossos ministérios valorizaremos a retenção e não o transbordar. Mas a criação é o transbordar do amor de Deus, e Deus é transbordante.

Assim como o fruto do Espírito é para beneficiar exclusivamente nossos irmãos, assim com a árvore não come o próprio fruto, nossas ações precisamos ser generosamente voltadas para o outro. A generosidade bíblica é destituída de vantagens próprias.

O padrão de Deus para a generosidade é baseado no crer. A ausência de generosidade é sinal de frieza espiritual.

A comunidade doadora prega o evangelho para transformar pedras em algo vivo. Esta comunidade pode secar como a folha, é o mesmo instrumentos que transforma a pedra, que pode reavivar o que secou.

Quem crê em Deus não olha para si mesmo como critério último da felicidade. Falso evangelho gera falsos convertidos e pode gerar falso avivamento. Avivamento verdadeiro pressupõe conversão verdadeira que por sua vez pressupõe verdadeiro Evangelho.

Não nos reunimos para fazer o bem ao próximo, nos reunimos por crermos em Cristo, fazemos o bem ao próximo por que cremos em Cristo.

Não servimos por que estamos preocupados com nossa reputação (como os discípulos que sentaram à mesa com os pés sujos) ou servimos pelos critérios errados para manter nossa reputação (como Igrejas que fazem ação social para ser bem vista pela sociedade).

No lava pés, todos os discípulos voltaram à mesa com os pés limpos, e Jesus voltou com os pés sujos, pois a generosidade na perspectiva de Deus não se importa com a própria reputação.