quinta-feira, 28 de maio de 2015

UM LIVRO - Vida Comum



Bom, este projeto começou no ano de 2013, e minha intenção era estabelecer uma série de 8 temas relacionados à Vida Comum, hoje, pela graças de Deus começo a publicar estes estudos com a finalidade de levar o Cristão, principalmente o jovem à repensar os rumos de sua vida. 


Vida comum, desde 2013 – Nogueira, Daniel Barbosa, Rio de Janeiro



A vida comum é marcada pelos acontecimentos normais da vida humana, basicamente é a realidade da maioria das pessoas, um dia a dia normal, comum de muitos. Quanto as pessoa que vivem este tipo de realidade não se pode definir, pois nos mais variados tipos de sociedade há pessoas que vivem uma vida comum, até porque em certo aspecto é impossível viver em sociedade sem ter algo “em comum”, como idioma, cultura, e alguns hábitos pessoais. Porém, o que vamos tratar é da vida comum que reflete uma rotina e certa previsibilidade, o que não deixa de ser uma vida comum de muita gente. Mas para esclarecer os termos e parar com os trocadilhos e trava língua, vamos considerar os seguintes termos: Comum, como sendo aquilo que é normal, sem muita variação; sociedade, como sendo o grupo social em que o indivíduo está predominantemente envolvido, englobando a condição financeira, ou um status, ou ainda uma característica física.

Sem mais delongas, vamos partir para implicação prática de toda esta conversa. Desde que o mundo é mundo, sempre houve as pessoas extraordinárias e as pessoas comuns, aquelas que faziam o básico e aquelas que surpreendiam, uma vida comum é marcada por quatro grandes acontecimentos, vamos a eles:

NASCE

Nascer é o primeiro grande evento da vida, é quando pela primeira vez as pessoas interagem diretamente conosco, e quando nós experimentamos sensações que jamais havíamos experimentado antes, o nascimento comum é aquele que corresponde às expectativas da maioria dos pais e mães que estão grávidos. Aos nove meses, com algumas contrações e muita dor, após algumas horas de trabalho de parto nasce o bebê, chorando, com saúde e pronto para começar a segunda fase da vida. Em contrapartida existe o nascimento incomum, quando por algum motivo o bebê nasce como fruto de um estupro, ou de um relacionamento irresponsável, ou quando o trabalho de parto começa antes dos nove meses (caso do meu filho), enfim quando algo foge da normalidade dos nascimentos.
Há algum tempo a mídia noticiou que um homem foi preso, pois mantinha a filha e seus netos em carcere privado, o mais surpreendente foi descobrir que os netos (filhos da sua filha), eram na verdade seus filhos, o homem havia mantido relações abusivas com sua filha por anos, e ela engravidou e deu a luz em uma realidade totalmente incomum, por mais, que o parto propriamente dito não tenha significantes diferença de um parto comum, o nascimento daquelas crianças não era nada comum, é repugnante, pois é fruto de uma violência sem tamanho de alguém que deveria proteger sempre.

CRESCE

Esta fase começa a partir do exato momento em que deixamos o conforto do útero materno, pois a partir de então nos são atribuídos segundos, minutos, horas, meses e anos, começa assim o nosso crescimento, e o crescimento comum é marcado por ganho de peso, saúde, a aprendizagem, os primeiros passos e palavras, o primeiro dia de aula, a primeira briga, o primeiro beijo, a primeira namorada, a primeira formatura e etc. Somos forçados pela nossa própria natureza a progredir todos os dias. Entretanto, acontecem coisas incomuns também nesta fase, quando a saúde nos falta desde bem cedo, quando a aprendizagem é limitada por certas deficiências, quando abuso acontece, quando a coragem de denunciar falta. É nesta fase que as marcas são passadas de um dia para o outro, quando um acontecimento interfere diretamente no dia seguinte e assim por diante.

SE REPRODUZ

Agora é o momento em que o ciclo da vida é mantido, o homem que um dia foi gerado, nasceu e também cresceu, vai gerar outro ser humano que vai dar continuidade a esta ciranda sem fim, pelo menos por hora. O rapaz se aproxima da moça, com um jeito todo conquistador, ele fala como um verdadeiro cavalheiro se comporta de uma maneira exemplar, a moça por sua vez é meiga e educada, uma dama que o faz se apaixonar, eles começam um namoro, e depois por se amarem tanto resolvem se casar, a festa de noivado serve para anunciar a toda família que o casório está perto, algum tempo depois eles se unem em matrimônio, e então constroem a base sólida para trazer alguém à vida, e então, após alguns anos eles têm o seu primeiro filho, fruto do amor de duas pessoas que cuidarão e ajudarão aquele pequeno ser a se tornar um homem completo. Do outro lado da história, temos o rapaz inconsequente, que tem relações sexuais com quantas garotas puder, se engravidarem ele simplesmente some e não assume nenhuma responsabilidade; Garotas que desde os treze ou catorze anos, quando seus hormônios começam a gerar desejo sexual, se dão a qualquer um que tenha uma aparência bonita ou uma conta bancária atraente, engravidam e criam seus filhos com a mesma irresponsabilidade que os gerou (e é claro temos o fenômeno catastrófico do FUNK, que pelo simples prazer tem arrebatado futuros de crianças de onze, doze anos, tudo pela aceitação de todo um sistema); e o mais difícil de entender, os homens que por seus descontroles violentam, meninas, jovens e mulheres, e através da violência passam sua semente para a posteridade, crianças que sempre vão fazer lembrar a dor, mesmo sem querer, e que sempre vão ser fruto de uma brutal falta de amor. A discussão de nossa sociedade tem sido no sentido de qualquer um poder interferir no resultado de suas irresponsabilidades, fazendo do ABORTO um ato legal. Por fim se reproduzir faz parte do ciclo da vida, mas pode ser a coisa mais traumática para pelo menos uma vida, aquele que é gerado sem compromisso algum.

MORRE

A morte, por mais que não seja uma coisa agradável, também pode ser comum ou incomum, aos 85 anos de idade ou mais, com algumas doenças da velhice, com a sensação de dever cumprido, e a alegria de saber que viveu o suficiente, é comum morrer. Mas aos 9 anos de idade, devido a uma bala perdida, e uma negligência médica - aquele cirurgião simplesmente faltou ao seu plantão – isso não é nada comum, crianças, jovens e adultos, que são violentamente forçados a abandonarem suas vidas, não faz parte do que classificamos como comum, porém, a certeza que podemos ter é que morreremos, a forma, o meio, a hora, e se estaremos prontos ou não, nenhum de nós pode saber.
A vida comum na verdade não tem sido tão comum na nossa sociedade, a verdade é que tem acontecido uma inversão de valores, papeis e até mesmo de conceitos que por mais que tentemos lutar contra, eles já estão impregnados na nossa cultura. Um nascimento comum e uma morte comum é a única coisa que todos ainda querem, mas todo o resto que liga estes dois pontos tem sido tratados como um leque de possibilidades infinitas, onde desde a liberdade para viver experiências radicais até a chance de ter a sexualidade explorada ao extremo, são apenas diferentes interpretações do que é comum. Se por algum motivo nos nossos dias tentamos limitar o que é ou não comum, somos tratados como a escória da humanidade, pois queremos enjaular o espírito livre de cada um. Diante disto, tenho algumas considerações a fazer.