sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cristão além do nome

“Ide” Mt 28.19 – “Ide” Mc 16.15
      O verbo grego que é expressado acima, é melhor entendido no gerúndio do nosso idioma, o que expressa uma ação constante: “Indo” “Indo”. Os discípulos de Jesus do primeiro século eram conhecidos e auto intitulados como “Seguidores do Caminho”(At 9.2, 19.9, 19.23, 22.4, 24.22) Isto expressa bem mais do que um nome bonitinho para um movimento de excursões, para os discípulos, o Caminho era o próprio Mestre (Jo 14.6) e eles eram seus seguidores. Isto expressava a forma como eles viam este ministério: “indo para casa, pregavam; indo para o Templo ou Sinagoga, pregavam; indo para os confins da terra, pregavam.”
      A constância, a firmeza e a abundância na obra do Senhor estavam presentes naquele movimento, porém lá em Antioquia alguém aparentemente de fora entendeu bem mais além do que aqueles extraordinários discípulos e disse: “Eles não apenas são seguidores deste tal Cristo, eles são muito parecidos com Ele, eles são cristãos, pequenos Cristos, reproduções exatas na versão 100% humana” Não podia ser diferente, um Deus missionário, dera uma missão: “Enquanto vocês seguem o caminho, preguem, batizem e ensinem.” Percebemos aqui a formula para o desenvolvimento da Igreja, o segredo que Deus deixou é simples, é só imitar e ensinar a imitar a Jesus Cristo, mas para isto precisamos conhecer o autor e consumador da nossa fé, seguir os passos do Mestre, caminhar em direção da Cruz e depois é só ensinar isto aos outros. Um escritor Russo, não muito conhecido disse a seguinte frase: “O segredo da existência humana, não consiste apenas em viver, mas em saber como se vive.” E o mestre sabia bem: “Eu sou a própria vida” “Aprendei de mim”
      Os cantores Erasmo Carlos e Roberto Carlos escreveram e cantaram: “É preciso saber viver” Jesus Cristo foi além: “Ensinai tudo que de mim ouviste.” É para isto que eu e você ouvimos e lemos tudo isto até aqui, para estarmos prontos para ensinar a qualquer ser humano que o Senhor Jesus Cristo pode nos dar a Vida Eterna.
“Um pastor chamado Florescu, foi torturado com atiçadores de ferro em brasa, e com facas. Foi açoitado horrivelmente, ratos famintos eram introduzidos em sua cela através de um cano grosso. Ele não podia dormir pois tinha de se defender o tempo todo, se descansasse um só minutos ratos o atacariam. Foi forçado a ficar de pé por duas semanas, dia e noite. Por fim, trouxeram seu filho de 14 anos e começaram a açoitá-lo na presença do pai, dizendo que continuariam a bater até que o pastor dissesse o que eles queriam. O homem, coitado, já estava quase louco, suportou até onde pôde. Por fim gritou para seu filho: “tenho que dizer o que eles querem! Não posso mais suportar o que eles estão fazendo” O filho respondeu: “Pai, não me faça a injustiça de ter um traidor por pai! Se me matarem, morrerei com as palavras: Jesus é a minha terra natal.” (Torturados por amor a Cristo, Richard Wurmbrand)

      Até que ponto estamos dispostos a pregar este evangelho? Ou melhor, até que ponto acreditamos neste evangelho? Muitos cristãos hoje recebem este título simplesmente porque se filiam a uma instituição qualquer, porém o verdadeiro sentido deste nome é diferenciar aqueles que decidiram abrir mão do seu conforto para seguir os passos do Messias e resolveram amar até as últimas consequências. Li uma frase que dizia: “não precisamos de missionários que amem as almas, mas de missionários que amem a Cristo.” Frase perfeita, pois Cristo não prefere os humanistas, pois nem todo humanista é um cristão autêntico, Jesus prefere os Cristãos, pois todo cristão autêntico é um altruísta autêntico. Existem humanistas que defendem a excessiva liberdade, onde todos podem fazer o que bem entendem, mesmo que sejam coisas autodestrutivas, porém os cristãos dizem: “que a vossa moderação seja conhecida de todos os homens.” Ser Cristão é um privilégio, mas acima de tudo uma real responsabilidade e só alcançamos esta moderação que nos torna autênticos perto do Senhor (Fp 4.5).