terça-feira, 30 de agosto de 2016

Dilma caindo ou ficando, mais sobre esperança menos sobre política.

No final de todo este processo, após inúmeras tentativas de ambos os lados, me parece que uma impressão peculiar resta: não importa o lado que olhemos o cenário é de fim de guerra. Dia 31 de agosto, está marcado para ser o dia em que saberemos em que mão este bastão quebrado caminhará por mais alguns dias, nada é certo.

Não há, na política brasileira, um nome sequer que cause bons ânimos para o povo como um todo, todos estão divididos, quem ‘ganhar’ sai com a tarefa, quase impossível de renovar a esperança de um povo que foi violentamente desencorajado de acreditar.

Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. (Fp 3.20)

Com a dupla cidadania que possuímos, ficamos tentados a esquecer a pátria terrena e em uma espécie de ostracismo, acreditar que só importa lutar pelo Céu. Porém, o maior tesouro de uma pátria é o seu povo, e o que mais importa a Cristo senão o povo, pelo qual ele mesmo morreu?

Não é hora de tratarmos tudo isso como política, não é hora de nos valermos daquela cidadania que nos agrada e desprezar esta que está amarrotada, não é uma roupa, que podemos nos despir e parecermos indiferentes a tudo. É hora de proclamar ESPERANÇA.
Esperança para o Povo que, apesar de não acreditar, precisa ver uma saída para tudo isso. Se as coisas vão mal, é por que nós deixamos de lutar pela pátria temporal, a “pátria amada”, deixamos de nos importar com pessoas que precisam de amor, de cuidado e sobretudo de esperança. Só que a única maneira de comunicar esperança é através do amor, sem amor, não vale nada nosso discurso.

Na bancada do Senado, homens e mulheres falam de seus pontos de vista, mas uma coisa é certa, a crise afeta o país, isso ninguém nega. Nunca antes estivemos tão próximos do fundo. Parei para pensa em como está sendo para aqueles que dependem dos outros para sobreviver, de um prato de comida, de um pedaço de pão, daqueles que não tem nada e contam apenas com a solidariedade, quantos deles estão sem esperança? Precisamos parar de olhar para partidos de oposição ou situação e olhar para o POVO, que sofre, que chora, que sente.

Se Dilma ficar, que a esperança se renove, se Dilma sair que a esperança aumente, “ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.” que o POVO não esqueça que nossa ESPERANÇA continua por que: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46).

Não vamos deixar as diferenças políticas atrapalhar o exercício do amor que produz esperança, vamos lutar para que nossa pátria terrena seja um reflexo da pátria celestial, de forma que progressivamente se torne mais justa, mais solidária, mais preocupada com os homens do que com os métodos. Por fim, não deixe de ajudar alguém, seja com um casaco, para proteger do frio, seja com um pedaço de pão para saciar a fome, seja com abraços e palavras para proclamar a ESPERANÇA.