terça-feira, 30 de agosto de 2016

No fim, o anel era de vidro e o amor era pouco


'Não existe amor eterno!’ Esta é a frase que marcou a repercussão da notícia mais quente da noite de segunda, em meio a toda uma expectativa nacional quanto ao processo de impeachment, que chega a sua fase final, um casal de 26 anos de trajetória juntos, Fátima e Willian, resolvem se separar e de forma, aparentemente pacífica, anunciaram aos seus fãs e a todos os interessados em ostentar paradigmas para suas próprias vidas nas telas da mídia.


Não posso, com todos estes fatos, deixar de falar sobre a decadência moral que a sociedade vive, não hoje, não agora, mas de longa data. Casais se separam em um percentual assombroso, nem por isso há tamanha repercussão na mídia, ou melhor, na vida das pessoas, 
quanto o acontecimento de dois referenciais. Aí mora a nossa decadência moral, não somente na dissolução do matrimonio, vinculo ‘sagrado’, mas na iniciativa internalizada por muitos cristãos de ostentarem para si modelos que são absolutamente falhos.

II Tm 3.1 apresenta um panorama das dificuldades enfrentadas pelos homens: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” Os versículos que se seguem mostram como a decadência moral se concretiza na sociedade de forma avassaladora. 

Mas o que é a decadência moral?

Conforme o tempo vai passando as pessoas tendem a se desapegar de valores e princípios que regem a suas vidas, obviamente que isso tem um efeito mais temporal, pois se avaliarmos o nível de decadência moral experimentada pela igreja de Corinto, veremos que não se distancia muito do que é apresentado em algumas igrejas dos nossos dias, porém aqui quero tratar da questão pessoal. Eu hoje faço mais concessões ao pecado do que antes? Disso trata-se a decadência, quando os nossos próprios valores são sucateados por conta da nossa busca por prazer, ou conforto, ou inovação.

Os tempos trabalhosos que vivemos devem-se aos homens amantes de si mesmos, que preferem servir aos próprios interesses, homens que preferem olhar para Willian e Fátima, e esquecem de olhar para Cristo e a Igreja, deixando de lado os valores que regem nossas ações somos decadentes. Seja no casamento, no trabalho, nos estudos e em tudo mais. Acredito que a imperfeição é o fardo que devemos nos acostumar a carregar, mas nunca nos acomodar em tê-lo.

Efésios 5. 22-28, apresenta um modelo de amor matrimonial a ser seguido, um casal que, apesar da imperfeição, segue para eternidade no poder daquele que tem capacidade de ser paradigma eterno. Jesus e a Igreja, tornam-se o melhor modelo de casamento, marcado pelo amor sacrificial e pela submissão, nesta união, o Cristo é perfeito, mas a igreja não é, na jornada humana os dois são imperfeitos, mas ainda assim o casamento tem todas as condições de dar certo e cumprir o propósito de serem um, pois o casamento não é o lugar de acomodados.

Estamos longe de saber o que motivou a decisão do casal, mas podemos, com toda certeza, garantir que quando Jesus é o verdadeiro modelo de vida, todas as coisas podem ser restauradas, no casamento quando ambos decidem seguir o modelo sagrado, suas vidas são impactadas pela transformação que só Cristo pode proporcionar; nos estudos, quando você resolve levar a sério as suas aspirações e necessidades; no trabalho quando resolvemos não agir com malícia, garantindo a cada um o que lhe for devido; enfim, em todas as áreas podemos, ou melhor, devemos manter um elevado padrão moral, pois o nosso Cristo nos deu exemplo.