segunda-feira, 22 de junho de 2015

O QUE DEUS REALMENTE QUER - ADORADOR - Parte 2

Leia a primeira parte aqui: ADORADOR 1ª PARTE

Ainda sobre a adoração, acho extremamente conveniente citar a experiência de Jó com este processo que é impossível de desvincular com toda uma jornada de relacionamento com o Criador. Apesar de viver em uma sociedade absolutamente diferente da nossa do século XXI, esta história guarda alguns princípios que podem nos ajudar a entender a adoração além do que nos acostumamos a ouvir sobre ela nos dias de hoje.

O capítulo 1 do livro de Jó diz que este homem era temente a Deus, e prossegue deixando claro que havia um profundo senso de respeito pela santidade de Deus, que o levava a prevenir que os seus filhos, ainda que em seus pensamentos e corações, rejeitassem a Deus. Ele oferecia sacrifícios bem cedo, para que a benção de Deus jamais se afastasse de sua casa. Observando a argumentação de Satanás, ainda no primeiro capítulo desse livro, trata-se de algo que qualquer um de nós poderia supor. Alguém rico, com muitos bens que o tornavam o maior de todo o oriente, a gratidão a Deus era fácil por sua posição.

Após perder tudo que tinha, primeiro todos os animais, único meio de sacrificar, e consequentemente de adorar, perder todos os seus filhos, por quem tinha tanto zelo, pelos quais a preocupação era intensa, se viu sair da lista dos bilionários, passando a integrar a lista dos miseráveis, qualquer um em seu lugar com muita raiva xingaria, esmurraria o ar, mas o íntegro Jó prostrou-se sobre a terra e ADOROU.

Aprendo com isso que a adoração de Jó não estava presa as boas circunstâncias que o cercavam, ele não dependia das riquezas e alegrias, nem de sua família, nem de qualquer outra coisa, o homem Jó adorou, e proferiu a frase mais submissa que poderia ser dita: “Deus me deu, Deus tomou, bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1.21).

Um verdadeiro ADORADOR não pode ser circunstancial, não pode estar ligado aos acontecimentos desta vida (II Tm 2.4), precisa ser grato pela soberania de Deus, pois o Senhor não pode fazer nada que o tire de sua posição de grandeza e majestade, ele é o dono de tudo e tudo que ele faz é bom, pois nele não há treva alguma (I Jo 1.5). Jó ciente da soberania e bondade de Deus pôde adorar sem medo de que parecesse loucura, pois sabia que o controle de tudo estava nas mãos do Deus bendito.

Considerando que no final do livro de Jó ele declara que: “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos” (Jó 42.5), podemos dizer que quem não ADORA a despeito das circunstâncias, não conhece Deus nem de ouvir falar, por que depois de passar por uma experiência destas e ainda ficar em situação pior, e mesmo assim reconhecer a necessidade de ADORAR a Deus, Jó reconhece não saber verdadeiramente quem é Deus, imagina quem não adora?


A restituição de tudo que Jó tinha foi garantida pelo fato de Jó não ser apenas um homem rico, mas um verdadeiro ADORADOR, que adorava em Espírito e em Verdade, isso fez com que Satanás fosse humilhado pela integridade que havia em Jó. Quando nos dispomos a ADORAR em todas as situações, o Espírito Santo nos dá forças para vencermos momentos difíceis, sabedoria para lidarmos com questões aparentemente impossíveis, enfim o SENHOR nos guia por caminhos planos na jornada da vida.